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vivências

Escrevo sobre minhas vivências, experiências, observações, constatações, curiosidades, e outras...

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afinal existem almas gemeas

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dizem que para entrar nos reality shows, é preciso, dizem, ser bom de briga, saber debater, discutir, intervir, dar canal.

sim, talvez seja isso, mas, encontrar pessoas educadas, que nos dão um exemplo de amor, tão puro, faz-nos sonhar, ter esperança, acreditar no amor. este casal foi o exemplo disso. o exemplo que não é preciso discussões, conflitos, picardias. este casal fez toda a diferença.

ambos souberam dar a sua opinião, com educação, sabedoria, calma.

quando questionados qual dos dois queria ganhar o programa, cada um, escolheu o outro. tão bonito e diferente da renata que logo disse "quero ser eu a ganhar"! esta renata que no inicio até gostava dela, mas que depois ganhou ódio ao diogo, porque ele carregou num segredo, coisa que ela faria se tivesse a mesma oportunidade.

já o joão ricardo, escolheu ser o vilão, na novela é um personagem, mas na vida real parece mesmo ser assim, capaz de ofender, odiar. os vilões tem quase sempre o final justo, e assim foi.

obrigada aos dois , margarida e gonçalo,  que sejam sempre assim, que a vossa essencia e  amor se mantenha, cresça.

 

ele só queria ser gostado pela irmã

Testemunhos de vida

"Há uns anos atrás era eu criança, e minha irmã uma adolescente. eu só queria atenção, mas ela chamava-me de puto chato! ela ficava danada quando a nossa mãe lhe pedia para tomar conta de mim, pois ela não tinha pachorra. quando entrei na escola primária, aprendia muito bem as coisas. a minha irmã chumbava e não gostava da escola, queria era brincar, namorar, faltava. eu adorava a escola e tinha os meus  cadernos maravilhosos, toda a gente admirava a minha letra, até diziam que seria doutor.

ficou-me na ideia e eu disse que seria médico. a minha irmã chegou ao 11º ano sem grande aproveitamento escolar, então foi trabalhar para ter dinheiro e deixou a escola. logo depois engravidou e foi morar com o namorado.

eu continuei a estudar. quando terminei o 12º ano, pensei que podia seguir para universidade. foi aí que ela interviu e disse aos pais que se ela não estudou eu também não tinha o direito,  porque queria igualdade. ainda tentei que percebesse o meu ponto de vista, mas era desnecessário. chegou a sugerir que  os pais depositassem na conta dela os gastos meus igualmente. ora os nossos pais não eram ricos. para não armar confusão, meti esse plano de parte e fui trabalhar. a minha irmã sempre achou que eu vim para lhe tirar regalias, herança, não sei. eu sempre a admirei mas acho que ela não gostava de mim!

entretanto afastamo-nos. ela chegou a ir com a familia  para o estrangeiro. depois do falecimento dos pais, nunca mais tivemos contacto.

dezasseis anos depois de eu deixar a escola, concorri à universidade, para medicina dentária, porque tive um problema num dente que me fez ir algumas vezes ao dentista e decidi que era aquilo que eu queria fazer.

tornei-me dr dentista. trabalho num consultório. gosto muito do que faço. renovo o sorriso das pessoas com a minha "arte"!

certo dia chegou uma criança de 13 anos com um cheque dentista da escola. quando olhei para boca daquela criança, fiquei chocado. coitadinha, aquilo era muito mau, muitas caries, nem sabia por onde começar. ela estava com uma senhora, eu disse que precisava de fazer um grande tratamento e a senhora disse que a mãe tinha dito que era só para fazer o que abrangia o cheque pois não tinha dinheiro para mais.

quando fui ler a ficha, reconheci o meu apelido, e vi que era filha da minha  irmã, na altura ela só tinha um rapaz e apesar das parecenças, não a reconheci.

falei com a direcção da clínica, responsabilizei-me pelos tratamentos, não me revelei. era sempre uma tia que ia com a menina. a mãe só foi mais tarde. eu estava de máscara e touca, ela não me reconheceu, nem pela cara nem pelo apelido, certamente porque não fazia ideia que eu tinha me formado. mesmo convencida que tudo era pago pelo cheque dentista, agradeceu-me. tirei a máscara e o queixo dela caiu. eu apenas disse "sim sou eu, sou dentista". senti vontade de a abraçar, mas não vi nela o mesmo desejo.

no entanto agora voltamos a ser quase irmãos!

sempre disse se fosse ao contrário e eu fosse o irmão mais velho, eu não impediria a minha irmã de se formar, até ia ajudar, e sentir orgulho!"

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